Planejamento para Cidades Sustentaveis

Conexidades – Planejamento para cidades sustentáveis

Segue minha apresentação no evento Conexidades ma mesa Cidades Sustentáveis. Apresentação realizada em 12/05/2018 em Ubatuba. São Paulo

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CARTA MANIFESTO PELA PRESERVACAO DO PARQUE ANHEMBI

A atual administração municipal de São Paulo colocou à venda o terreno e as edificações do Palácio de Convenções, Pavilhão de Exposições e o Sambódromo.

O Complexo Anhembi (Convenções e Exposições) é projeto arquitetônico de Jorge Wilheim e de Miguel Juliano, com paisagismo de Burle Marx, projeto de engenharia de Mario Franco (Convenções), cálculo da estrutura por Cedric Marsh, projeto de estruturas metálicas de Fichet Schwartz-Hautmont, e com a execução da obra coordenada por Eduardo Moraes Dantas.

Foram projetados na década de 60 por solicitação do empresário Caio Alcântara Machado, precursor das feiras de negócios em São Paulo, como o Salão do Automóvel, Utilidades Domésticas (UD), Feira Nacional da Industria Têxtil (Fenit), Salão da Criança e tantos outros.

Empresário visionário, entendia que São Paulo precisava de um espaço de grandes dimensões para acolher este tipo de negócio.

Contrata então o escritório Jorge Wilheim Arquitetos Associados para idealização e execução do projeto arquitetônico.

O projeto do Parque Anhembi foi um imenso desafio arquitetônico e de engenharia:

Uma estrutura metálica tubular de 70 mil metros quadrados (equivalente a cinco quarteirões) construída no chão e erguida simultaneamente por sistema de macaco e 25 guindastes, reunindo 200 operários e técnicos, que em aproximadamente 10 horas tiraram do chão e colocaram a estrutura de alumínio calculada pela engenharia canadense que na década de 1960 já se beneficiava da computação.

O Pavilhão de Exposições foi erguido em 13 de dezembro de 1969: inédito no Brasil e no mundo, revelando um sucesso e uma ousadia de todos os envolvidos!

Assim como os empresários da época entenderam sua importância e significado para a cidade como marco da evolução dos serviços terciários na São Paulo até então Industrial, a administração pública representada pelo prefeito Faria Lima apoiou e concedeu o terreno para sua execução.

50 anos depois, este reconhecido espaço de eventos corre o risco de desaparecer para fazer “caixa” aos cofres públicos. Nenhuma medida de proteção ao patrimônio arquitetônico foi tomada e todas as medidas de valorização do terreno estão sendo centradas para estimular sua comercialização, como produto de interesse, apenas de interesse imobiliário privado.

A administração municipal deve demonstrar, com transparência a compatibilidade dos aspectos econômicos, ambientais e histórico culturais para garantir o interesse público, ante as leis que estão sendo aprovadas a partir de Lei 16.766 em dezembro de 2017 e o Projeto de Lei 11/2018 já aprovado em primeira votação em 05/04/2018 pela câmara municipal.

E deve também tomar as medidas cabíveis para a preservação das edificações do Complexo Anhembi, que precisam ser preservadas como patrimônio cultural da cidade.

O valor desse patrimônio público está avaliado em cerca de 295 milhões de reais, sem contar o que poderá ser obtido pela liberação de cerca de 1.680.000 m2 de potencial construtivo para a área do Complexo Anhembi, a partir dos parâmetros urbanísticos definido no projeto de lei 11/2018, que altera a lei de uso e ocupação do solo da cidade aprovada em 2016 e pode modificar premissas urbanísticas do Plano Diretor Estratégico aprovado em 2014.

Defendemos a modernização da cidade com a preservação de seu patrimônio arquitetônico, histórico e cultural.

Apelamos ao Prefeito de São Paulo, Secretários e aos Vereadores que protejam as edificações do Parque Anhembi, de acordo com projeto original, impedindo o seu desaparecimento.

Atenciosamente,

Joanna Wilheim

Carlos Wilheim

Ana Maria Wilheim

Og Doria

Icaro Wilheim Doria

Kim Wilheim Doria

Pela família e pelo Legado

Mario Franco,

Paulo Mendes da Rocha,

Ruy Ohtake,

Rosa Grena Kliass

Ivan Maglio

Paulo Jose Villela Lomar

Privatização do Complexo Anhembi a quem serve?

30652205_1719421498096089_5355153292680757248_nO PL 11/2018 encaminhado pelo governo municipal e desde 5/4 aprovado com pouquíssima divulgação pela Câmara Municipal em primeira votação foi realizado sem a apresentação pela administração municipal de um estudo econômico, urbanístico e ambiental profundo e sério que justificasse suas proposições como meio para atendimento do bem comum. Esse estudo deveria analisar os impactos econômicos, urbanísticos e ambientais para a região norte da cidade.

Não se pode partir, a priori, do pressuposto de que apenas o ato de transferir esse patrimônio arquitetônico e cultural para o agente econômico privado atenderia o interesse público. A falta de demonstração do interesse público e de sua conformidade com o bem público, e o que mais for cabível e necessário, sob todos os aspectos pertinentes.

A administração municipal tem que demonstrar, com transparência e completude, a compatibilidade de todos os aspectos econômicos, urbanísticos e ambientais e culturais com o interesse público.

O Projeto de Lei coloca em grave risco a preservação das edificações do Complexo Anhembi por não haver nenhum tombamento ou perspectiva de tombamento das edificações do Pavilhão de Exposições e do Palácio das Convenções, que representam parte da memória e da expressão cultural e econômica da cidade.

O projeto do Parque Anhembi foi um imenso desafio arquitetônico e de engenharia: Uma estrutura metálica tubular de 70 mil metros quadrados (equivalente a cinco quarteirões) construída no chão e erguida simultaneamente por sistema de macaco e 25 guindastes, reunindo trabalhadores, que em 10 horas tiraram do chão e colocaram a estrutura de alumínio calculada pela engenharia canadense que na década de 1960 já se beneficiava da computação.

O Pavilhão de Exposições foi erguido em 13 de dezembro de 1969: inédito no Brasil e no mundo, revelando um sucesso e uma ousadia de todos os envolvidos.

50 anos depois, este reconhecido espaço de eventos corre o risco de desaparecer para fazer “caixa” aos cofres públicos. Nenhuma medida de proteção ao patrimônio arquitetônico foi tomada e todas as medidas de valorização do terreno estão sendo centradas para estimular sua comercialização, como produto de interesse apenas de interesse imobiliário privado.

O valor desse patrimônio público está avaliado em cerca de 295 milhões de reais, sem contar o que poderá ser obtido pela liberação de cerca de 1.680.000 m2 de potencial construtivo para a área do complexo Anhembi, a partir dos parâmetros urbanísticos aprovados nesse projeto de lei, que altera a lei de uso e ocupação do solo da cidade e pode modificar premissas urbanísticas do Plano Diretor Estratégico aprovado em 2014.

Um Projeto de Intervenção Urbano ainda em elaboração pela prefeitura apenas deverá sacramentar os impactos econômico, urbanístico e ambiental provocados pelas transformações potenciais já aprovadas em 1a votação pela câmara municipal. .

“O líder da oposição Antônio Donato (PT) foi um dos oito parlamentares que votaram contra a aprovação do Projeto. Um dos motivos seria a diminuição do fator de planejamento e a de 30% no valor da outorga onerosa. “Combinados esses dois aspectos, você tem um prejuízo de R$ 300 milhões para a cidade de São Paulo”.

http://documentacao.camara.sp.gov.br/iah/fulltext/projeto/PL0011-2018.pdf

Projeto de Lei (PL) 11/2018

Primeiras análises relativas à nova revisão proposta para o PDE 2014, pela atual gestão da cidade (novembro 2017).

Na estrutura urbana proposta pelo PDE 2014, conforme já nos posicionamos diversas vezes, deveria haver maior sustentabilidade ambiental e planejamento urbano nos chamados eixos de transformação e outros locais passíveis de adensamento, orientados para a mobilidade urbana. Na verdade não são eixos”, mas pólos de centralidades propostos, uma vez que ocorrem em raios de estações de metro,  ônibus e trens. A ausência de projetos de urbanização nesses pólos é a nossa principal crítica ao atual Plano Diretor Estratégico. embora hajam muitas outras qualidades a registrar, como o condicionamento do mercado ao planejamento urbano.

Há também a questão do adensamento urbano proposto na MEM – Macroárea de Estruturação Metropolitana, leia -se vetor leste oeste, que segue polarizados pelas vias marginais, e que demanda projetos urbanos cuidadosos devido à fragilidade ambiental das várzeas do Tietê e Pinheiros, e que não podem ter a verticalização e adensamento aprovados sem projeto urbano e por decurso de prazo!

Quanto a flexibilização do gabarito de oito andares no miolo dos bairros ainda pouco verticalizados proposto pela atual revisão, tendo a achar que o modelo urbano orientado no atual Plano Diretor Estratégico, é um modelo bem mais agradável do que a verticalização tipo “Peru no pires” advinda do modelo de zoneamento da lei de 1972. Os limites a verticalização, por sua vez, não afetarão a diversidade de opções para o cidadão. A questão está mais ligada ao custo das edificações desse porte que são perfeitamente assimiláveis, e uma vez que a opções diversas para as zonas de centralidade e eixos de transformação urbanas onde a verticalização com maior altura e/ou sem limites de gabarito podem ocorrer . Esse modelo de urbanização aplicado em Paris, Barcelona e até mesmo em partes do Rio de Janeiro, entre outras cidades de alta qualidade urbana que escolheram esse modelo muito mais agradável para a vida urbana.

Por outro lado o modelo proposto no PDE 2014 ao mesmo tempo que estimulava o adensamento nos eixos, propunha exatamente esse modelo de verticalização mais planejado no interior dos bairros, com o limite de altura de prédios a 8 andares ou 24 metros. Assim a alteração proposta, que ainda não foi totalmente apresentada como um projeto de lei para a discussão, traz o risco de implodir os ganhos que haviam para garantir a qualidade urbana dos miolos de bairros, onde convivem edificações horizontais residenciais, cujos moradores ficarão mais uma vez submetidos as escolhas do mercado quanto ao tipo de edificação que poderão ter na vizinhança, que podem ir desde condomínios verticais fechados criando ilhas que quebram a rica dinâmica urbana desses bairros e até torres altíssimas que acabam rompendo agressivamente com urbanização existente.

Quais são os ”mecanismos qualificadores, como largura mínima de via, fruição pública, alargamento de calçadas, além de total restrição nas quadras lindeiras às zonas residenciais” a serem definidos? Esses mecanismos já inexistem nas Zonas Eixos de Transformação Urbana definidas no Plano Diretor Estratégico 2014 e vem permitindo que a verticalização ocorra nos pólos de centralidade definidos no entorno de todas as estações de metro sem as devidas medidas de urbanização e restrições ambientais, a exemplo do que vem ocorrendo no entorno da Estacão Vila Madalena e outras de maior interesse para o mercado. Vilas, ruas com larguras inadequadas, lugares com nascentes e altas declividades não foram considerados nas áreas de influencia dos chamados eixos. Ainda que representem 4% em áreas, são uma vitrine da cidade e explicitam negativamente seus processos de planejamento.

A revisão proposta deveria também traçar diretrizes atualizadas para Planos de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas,  a exemplo da crise hídrica que a cidade sofreu em 2014, com o objetivo de tornar a cidade mais resiliente aos efeitos das mudanças climáticas. Por exemplo com a revisão da diretrizes para a Quota Ambiental e trazendo outras medidas para a sustentabilidade urbana, tais como a limitações ao uso de veículos em regiões centrais e o incentivo aos meios de transporte alternativos.

http://m.folha.uol.com.br/opiniao/2017/11/1936358-a-revisao-da-restricao-de-altura-dos-edificios-de-sao-paulo-pode-trazer-ganhos-a-cidade-sim.sh

Monitoring System of Greenhouse Gases Emissions Project in Rio de Janeiro Municipality

Artigo apresentado na 37a Conferência da Associação Internacional de Avaliação de Impacto – International Association for Impact Assessment – IAIA 2017

Presenting Author: Ivan Carlos Maglio. Coauthor(s): Eduardo Alves NederLeonardo Machado Maglio and Iara Verocai

ABSTRACT

The Rio de Janeiro municipal government has set Climate Change as a priority. The aim is the consideration of global warming issues in the context of urban planning for defining actions and measures to reduce greenhouse gases (GHGs) emissions in the city.

In 2011 the Climate Change and Sustainable Development Municipal Policy has been implemented by the Municipal Environmental Secretariat (SMAC), which has required every four years updates of the municipal GHG emissions Inventory (2005 has been the monitoring base year) and the definition of emissions reduction targets.

After performing three gas emission inventories, Rio de Janeiro municipal government has developed a project with the support of the World Bank, for designing and operating a Web System on GHG Emission Monitoring and executing the 4th Inventory based on data collected in 2016.

The project also aims at capacity-building and staff training in order to maintain and update inventories of GHG emission, implement measures to reduce them, and elaborate mitigation, adaption and resilience measures on climate change effects.

This paper presents the fundamentals that helped devising the monitoring system framework and the possible system outputs. It also shows the benefits that other cities could obtain by implementing this type solution to help their countries to reach the Paris Agreement reducing targets.

 INTRODUCTION

The first urban climate initiatives started in the early 1990s when a number of cities, mainly in Europe and North America adopted climate change policies in their agendas, focusing on measure to reduce GHG emissions. (BULKELEY, BROTO, EDWARDS G, 2012)

BULKELEY (2010) mentions that during the 1990s and 2000s the number of cities concerns about climate change grew significantly, mainly after the Rio United Nations Conference on Environment and Development of 1992. Then, important local organizations were formed in order to address climate change issues, including ICLEI´S (Local Governments for Sustainability).

The increase of extreme climate events frequency and intensity observed in recent years had its connection with climate change confirmed in 2011 by the IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) (IPCC, 2012), attracting world attention to this theme.

In 2010, Brazilian government established its National Policy on Climate Change (PNMC – Law Nº. 12,187/2009 and Decree Nº. 7,390/2010). Although not included in the list of countries required to reduce their emissions (Annex 1 of the Kyoto Protocol), PNMC defined mitigation actions to reduce 36.1% to 38.9% GHG emissions by the year 2020 as a voluntary national commitment this is equivalent to 1,168 million to 1,259 million tonCO2eq (Decree 7,390 / 2010). To achieve these goals, the PNMC has established the developed sectoral mitigation and adaptation plans at the local, regional and national levels.

Brazil ratified the Paris Agreement on Climate Change on September 12 of 2016, confirming the Intended Nationally Determined Contribution (INDC) goals to reduce GHG emissions by 37% below 2005 levels in 2025 and by 43% below 2005 levels in 2030 (INDC, 2015). On 4 November 2016 the Paris Agreement entered in force, after the minimum conditions was achieved (UNFCC, 2016).

The achieved of these goals will require a strengthening of local government actions. Stern N. (2006) and IEA (2008) (apud Bulkeley, 2010. 230p) stated that the cities may be responsible for up to 75% of the carbon dioxide anthropogenic emissions. Such rate should raise once two-thirds of the global population are expected to live in urban areas until 2050 (GHGP-GPC, 2014).

Against this backdrop, municipalities should be more actively involved in combating climate change by drawing up their inventories of greenhouse gas emissions and efficient public policies to define and achieve their emissions reduction targets.

For GHGP-GPC (2014) an inventory of emissions is the first step in the creation of a local action plan to reduce their emissions, monitor progress, and take effective action on mitigating climate change.

Despite the importance of urban centers for reducing GHG emissions, Brazil still has a lack of mandatories elements to ensure municipalities actions towards the compliance of these reduction targets. The Brazilian Climate Change Policy (PNMC – Política Nacional de Mudanças Climáticas) has as one of its guidelines the encouragement and support for regional and local governments, productive sectors, academia and NGOs in the development and execution of policies, plans, programs and actions related to climate change (Brazil – PNMC, 2009). However, there is no obligation for these federative entities to carry out their inventories.

 METHODS

In 2007, Dubeux and Rovere discussed the importance of controlling GHG Emissions in Rio de Janeiro, concluding that “planning activities at the municipal level can incorporate the greenhouse effect problem in their variables (…). This new attitude can contribute to the climate issue and raise resources under the clean development mechanism. This additional income from GHG emissions reduction projects can help control local pollution and achieve other types of benefits such as lower public expenditure, traffic improvement, reductions in atmospheric pollution, among other aspects important to the quality and everyday life of communities.”

Carloni (2012) suggests that cities GHG emissions inventories can be important tools for identifying opportunities to implement public and business emission reduction policies. The results of the inventory, together with other statistical information, such as population and economic growth, and urban occupation and expansion, allow the development of scenarios and the identification of the need for intervention by the authorities through the creation of public policies.

The first Rio’s GHG inventory was presented in 2000 for the emissions of 1990, 1996 and 1998, considering the emissions of carbon dioxide (CO2), methane (CH4) and nitrous oxide (N2O). This three main greenhouse gases were analyzed in 2010 in the emission inventory of 2005, and in 2012 for the sectors of Energy; Industrial Processes and Product Use (IPPU); Agriculture, Forestry and Other Land Use (AFOLU) and Solid Waste.

A permanent international challenge was the adoption of different methodologies for the elaboration of city GHG inventories. The lack standardization makes comparisons between cities difficult and increases the questioning of data quality. To address this issue, in 2011, WRI, ICLEI and C40 launched a joint initiative to develop a global protocol for accounting and reporting GEE of cities: The Global Protocol for Community-Scale Greenhouse Gas Emissions (GPC) (GHGP-GPC, 2014).

In the inventory of 2012, the municipality or Rio considered this Global Protocol methodology to present its emissions, which had been calculated in 22.6 million tons of CO2 equivalent (Mt CO2e). Also, the estimates for 2005 (11.6 Mt CO2e) was reviewed and the action plan for emission reduction was presented for he sectors under municipal responsibility (Energy, AFOLU and Waste) for the years of 2016, 2020 and 2025.

After conducting three municipal inventories of GHG emissions and in accordance with the Municipal Policy on Climate Change and Sustainable Development (Law Nº 5,248/2011), Rio de Janeiro City decided for periodical update its inventories for which a GHG Emission Monitoring System has been decided to be implemented in accordance whit the GCP.

Using this background and the previous municipal experience on climate change, the monitoring system objectives and operational structure were determined. The system development is expected to begin in 2017 with the technical and financial assistance of the World Bank, as part of the Strengthening Public Sector Management Project, called Riode Excelência.

The main system characteristics and functionalities and database are: in addition to the three gases mentioned previously, consider the hydrofluorocarbons (HFCs), perfluorocarbons (PFCs), sulfur hexafluoride (SF6) and the black carbon: contemplate different categories of GHG emissions, separating them by type and origin; review of past inventories in events of significant methodologies actualization, as well as permitting the system actualization; and allow remote querying and data manipulation with different levels of editing permissions.

The implementation of the Web System will facilitate the control of GHG emission data through the elaboration of appropriate tools for collecting, processing and storing information, along with training the municipal technical staff for its continuous updating. Additionally, it will enable the follow-up of local Action Plan for reducing Greenhouse Gas Emissions, meet targets set by cities, and guide and identify in real time the most critical sectors.

Once the infrastructure is created and its acceptance test approved, the system will be completed with previous inventories information to create a historical emission database. This activity will enable the municipality to verify the evolution of emissions per sector and the effectiveness of the implemented policies.

Then, the 2016 emissions data will be gathered by an application of online forms under the supervision of the Environmental Secretariat to be then insert in the system. The 2016 GHG Inventory will be elaborated in 2017, through the system, providing all the necessary information for reviewing policies and action plans and checking emission reduction and mitigation targets.

In 2016, Rio Environmental Secretary also set the Strategy for an Adaptation Plan on Climate Change in the City with the collaboration of COPPE – Alberto Luiz Coimbra Institute for Graduate Studies and Engineering Research of  Rio de Janeiro, Federal University (SMAC, 2016).

 DISCUSSION AND RESULTS

This system aims to strengthen the municipality on facing climate change by creating a protocol for data collection and continuous analysis of the effectiveness of implemented policies.

An additional, the project has its focus on environmental secretariat capacity building and staff training for maintaining and updating GHG emission inventories, implementing measures to reduce GHG emissions, and elaborating mitigation, adaption and resilience measures on climate change effects, thus reducing financial needs and hiring of external consultants.

As the project follows all international standards on analyzing GHG emissions, it can be replicate for others local governments interested to improve their actions to combating climate change.

REFERENCES

Bulkeley H. 2010. Cities and the Governing of Climate Change. Durham. Annu. Rev. Environ. Resour. 2010; Vol.35: 229-253p.

Bulkeley H, Broto V, Edwards G, 2012 – “Towards Low Carbon Urbanism” from Local Environment” – The Sustainable Urban Development Reader. Third Edition. Edited by Stephen M. Wheeler and Timothy Beatley. p. 101-106, 2014

Brazil – PNMC, 2009 – Lei n° 12.187 de 29 de Dezembro de 2009 que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima – PNMC e dá outras providências: Brasília, 2009.

Brazil – 2010 – Decreto N° 7.390 de 9 de dezembro de 2010 que Regulamenta os arts. 6°, 11 e 12 da Lei no 12.187, de 29 de dezembro de 2009, que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima – PNMC, e dá outras providências: Brasília, 2010.

Brazil. INDC, 2015. Pretendida Contribuição Nacionalmente Determinadas para Consecução do Objetivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima. Brasília, Brasil – 10p.

Carloni, 2012 – CARLONI, F.B.B.A – Gestão do inventário e do monitoramento de emissões de gases de efeito estufa em cidades: o caso do Rio de Janeiro – Tese de Doutorado – Programa de Planejamento Estratégico – Rio de Janeiro: UFRJ/COPPE, 2012. 180p.

Debeux, C.B.S; Rovere, E.L.L – 2007. Local perspectives in the control of greenhouse gas emissions – The case of Rio de Janeiro. Cities, Vol. 24, No. 5, p. 353–364, 2007

GHGP-GPC, 2014 – Global Protocol for Community-Scale Greenhouse Gas Emission inventories – As Accounting and Reporting Satandar for Cities. World Resources Institute, C40 Cities – Climate Leadership Group e ICLEI – Local Government for Sustainability. 176p.

IEA, 2008 – International Energy Agency (IEA). 2008. World Energy Outlook 2008. Paris: IEA

IPCC, 2012: Managing the Risks of Extreme Events and Disasters to Advance Climate Change Adaptation. A Special Report of Working Groups I and II of the Intergovernmental Panel on Climate Change [Field, C.B., V. Barros, T.F. Stocker, D. Qin, D.J. Dokken, K.L. Ebi, M.D. Mastrandrea, K.J. Mach, G.-K. Plattner, S.K. Allen, M. Tignor, and P.M. Midgley (eds.)]. Cambridge University Press, Cambridge, UK, and New York, NY, USA, 582 pp.

UNFCC, 2016 – United Nations Framework Convention on Climate Change – available at http://unfccc.int/paris_agreement/items/9444.php.  Accessed in 07 October 2016.

Rio de Janeiro (city), 2011 – Law Nº 5,248 / 2011 – Municipal Policy on Climate Change and Sustainable Development

SMAC, 2016 – Plano de Adaptação da Cidade do Rio de Janeiro às Mudanças Climáticas – Climate Change Adaptation Strategy for the City of Rio de Janeiro, SMAC-COPPE/UFRJ. December 2016.

Stern N. 2006. Stern review on the economics of climate change. London, HM Treas./Cabinet Off. http://www.hm-treasury.gov.uk/sternreview_index.htm

 

IAIA17: Impact Assessment’s Contribution to the Global Efforts in Addressing Climate Change – Le Centre Sheraton Montréal Hôtel Montréal, Canada 4-7 April 2017

CONFERENCE TOPICS – Integration of climate change in EIA, SEA, environmental and social management plans, and regional and project planning – Revised IA baselines integrating climate change data, uncertainties, and impacts – Adaptation and resilience from developed and developing countries – Climate finance and risk management – Major infrastructures adaptation measures and risk assessment – Capacity building transfer and communication about climate change to decision makers and different stakeholders – Climate change impact on policies, legislation, regulations, and “climate justice” – Climate change compensation and reduction/carbon capture and storage, market, and pricing – IAIA’s role in “climate smart(er)” impact assessment and the future – Climate change, extreme events, and impact assessment

Poster IAIA 2017 PPA (1)

IAIA 2017 – Paper

Monitoring System of Greenhouse Gases Emissions Project in Rio de Janeiro Municipality

Presenting Author: Ivan Carlos Maglio. Coauthor(s): Eduardo Alves NederLeonardo Machado Maglio and Iara Verocai

ABSTRACT

The Rio de Janeiro municipal government has set Climate Change as a priority. The aim is the consideration of global warming issues in the context of urban planning for defining actions and measures to reduce greenhouse gases (GHGs) emissions in the city.

In 2011 the Climate Change and Sustainable Development Municipal Policy has been implemented by the Municipal Environmental Secretariat (SMAC), which has required every four years updates of the municipal GHG emissions Inventory (2005 has been the monitoring base year) and the definition of emissions reduction targets.

After performing three gas emission inventories, Rio de Janeiro municipal government has developed a project with the support of the World Bank, for designing and operating a Web System on GHG Emission Monitoring and executing the 4th Inventory based on data collected in 2016.

The project also aims at capacity-building and staff training in order to maintain and update inventories of GHG emission, implement measures to reduce them, and elaborate mitigation, adaption and resilience measures on climate change effects.

This paper presents the fundamentals that helped devising the monitoring system framework and the possible system outputs. It also shows the benefits that other cities could obtain by implementing this type solution to help their countries to reach the Paris Agreement reducing targets.

 

A luta pela redução das ZEUS no novo Zoneamento

Os defensores da cidade sustentavels tem que pressionar mais, pois outras ZEUS da cidade apresentam problemas semelhantes: Butantã , Ipiranga e outras, onde as as especificidades do território dos bairros não foram levados em conta: altas declividades, vilas, ruas estreitas, nascentes e vão apresentar problemas urbanísticos e ambientais no futuro. De qualquer forma demontra-se o que vínhamos criticando desde a aprovação do PDE 2014. Ausêcia de lano Urbanístico e de estudos ambientais prévios à implantação dos Eixos (atuais ZEUS). E ainda dá para exigir isso nas ZEUp que acompanharão as estaçoes na novas inhas de Metrô e nos novos Corredores de Õnibus.

http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,haddad-recua-e-reduz-verticalizacao-da-vila-madalena,10000004273