Um olhar crítico sobre o Acordo do Clima de Paris “O Acordo decola, a multidão vai à loucura, gritos, lágrimas, abraços e beijos calorosos quebram o protocolo. Em meio a essa comoção, estávamos eu e Camila Moreno (uma das autoras desse ensaio) sentados no plenário “overflow” juntamente com grande parte dos negociadores e membros da sociedade civil. De um lado, estávamos comovidos com a conclusão de um longo e duro processo. Ao contrário de Copenhague (COP 15), agora sim temos um acordo global para combater as mudanças climáticas, aplicável a todos os países. Por outro lado, sentíamos que não tínhamos muito que comemorar. Durante o processo de negociação vimos escapar entre os dedos dos negociadores elementos que poderiam ter tornado o acordo muito mais significativo. O acordo promete manter a temperatura “bem abaixo dos 2 °C acima do níveis pré-industriais e se esforçar para limitar o aumento da temperatura a 1.5°C” (Art. 3, 1/CP.21). No entanto, todas as medidas voltadas para limitar as emissões, dividir o orçamento de carbono de modo equitativo e descarbonizar a economia foram eliminadas da versão final do documento. No seu lugar, o acordo estabelece que as partes deverão antecipar o pico das emissões (sinalizando que ainda poderão crescer substancialmente), e alcançar “um balanço entre emissões antropogênicas e remoções de gases de efeito estufa durante a segunda metade desse século” (Art. 4, 1/CP.21). Além disso, a partir de um texto proposto pela União Europeia e Brasil três dias antes do fim das negociações, foi criado um conjunto de “mecanismos de cooperação” que possibilitam que as reduções de emissões adicionais à meta realizadas por um país sejam transformadas em créditos carbono no formato de Resultados Internacionalmente Transferíveis de Mitigação (ITMOs da sigla em inglês para Internationally Transferred Mitigation Outcome) que podem ser vendidos e transferidos para que outro possa alcançar sua meta. Como as metas são contribuições voluntárias e nacionalmente eterminadas (NDC), temos um sistema que premia a pouca ambição de uns e a falta de ação de outros. Por exemplo, países como o México que poderão aumentar as emissões em 59% até 2030 em relação a 2011 e ainda se manter dentro da meta. Porém, se o México aumentar as emissões em uma porcentagem menor, mesmo que por questões econômicas sem vinculação às políticas ambientais, poderão ainda sim vender seus ITMOs para que países como os Estados Unidos possam alcançar suas magras metas climáticas.” inhttps://br.boell.org/pt-br/2016/11/01/metrica-do-carbono-abstracoes-globais-e-epistemicidio-ecologico

COP 22 chega ao último dia sem avanços expressivos nas negociações climáticas

Poucos avanços é muito a fazer. O Brasil precisa avançar e cumprir seus compromissos! Em especial conservar nossas florestas e agregar valo a elas com o REED

Comunicação Ambiente Sustentabilidade

Países reafirmaram determinação em aplicar o Acordo de Paris em meio a incertezas causadas pela eleição de Donald Trump.

Do G1 / France Presse

18/11/2016 – As negociações de quase 190 países se encerram nesta sexta-feira (18) em Marrakesh na conferência climática da ONU, sem avanços expressivos, mas tendo reafirmado a sua determinação em aplicar o Acordo de Paris, apesar da incerteza criada pela eleição do cético do clima Donald Trump.

“Os progressos não foram espetaculares (…) mas pelo menos não houve bloqueio”, disse o representante de Granada, em nome dos pequenos Estados insulares.

“As discussões foram construtivas, mas também um pouco caóticas, e há muito a fazer”, admitiu um negociador europeu. “O Acordo de Paris decidiu o que fazer, as discussões na COP22 têm-se centrado sobre como fazê-lo”, disse ele.

Como garantir que os US$ 100 bilhões anuais prometidos aos países em desenvolvimento serão aplicados em 2020? Como preparar…

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Noticias da COP 22 – Marrakesh. A delegaçao brasileira com muitas entidades fizeram uma carta para cobrar a evolução da nossa Contribuição contra as mudanças climáticas consideradas tímidas, a exemplo de plantios de floresta nativa e redução das emissões . Cobramos a suspensão da PEC que libera as usinas a carvão, o controle do desmatamento que vem aumentando e o reforço econômico ao RED para valorização das florestas plantadas. Excelente papel de Alfredo Sirkis, Mário Mantovani e senadores Teo Viana e Vanessa Graziotin. O ministro do meio ambiente reafirmou a punição e até o fechamento da Samarco, a não concessão a Usina de Tapajós e o reforço para a redução do desmatamento No plano geral Europa, com Rússia e a China garantirão o acordo de Paris contra a posição dos EUA pós Trump. Aumenta a necessidade do Brasil assumir sua liderança com os BRICs é um posicionamento digno. A meta de redução tem que ser de 1,5 graus ou menor para redução das emissões globais

Marrakech, 2016: jovens promovem cobertura colaborativa da COP22

Excelente iniciativa para divulgação da implementação do acordo de Paris em Marrakesh.

Comunicação Ambiente Sustentabilidade

Há um ano, os olhos do mundo se voltaram para a Conferência ONU sobre o Clima (COP21), em Paris, para ver assinado um Acordo Global do Clima que dará início a uma nova fase no combate ao aquecimento global e suas consequências. Agora, de 7 a 18 de novembro, a cidade de Marrakech, no Marrocos, […]

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Artigo excelente do Marcelo Leite sobre os eventos críticos do mês de Outubro de 2016 e o Acordo de Paris

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/2016/11/1829294-acordo-de-paris-entra-em-vigor-mas-brasileiros-nao-estao-nem-ai.shtml?cmpid=compfb

“Na próxima segunda (7) começa em Marrakech a 22ª Conferência Mundial do Clima (COP22), que vai debater meios de pôr em prática a meta do Acordo de Paris de impedir que o aquecimento global ultrapasse 2°C (e de preferência fique em 1,5°C). Poucos brasileiros estarão prestando atenção, embora conheçam de perto os eventos climáticos extremos cuja proliferação o tratado pretende evitar”

Outro artigo na mesma direção avalia os sinais trocados da atual estratégia político econômica do Brasil:

http://tassoazevedo.blogspot.com.br/…/entrou-em-vigor-e-dai…