A FAU-USP e a Ditadura Militar

Ainda restam ecos da ditadura.

Blog da Boitempo

sergio ferro blog da boitempoPor Sérgio Ferro.

Logo após o 1° de abril de 1964, o reitor Gama e Silva nomeia uma comissão não oficial composta por professores para investigar “atividades subversivas” na USP (Universidade de São Paulo). Na FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), esta comissão denuncia os professores João Batista Villanova Artigas e Abelardo Reidy de Souza, e o estudante Silvio Barros Sawaia. Afora os professores Paulo Duarte e Florestan Fernandes, quase ninguém  protesta. O Conselho Universitário aprova uma moção apresentada pelo professor Alfredo Buzaid de apoio à comissão. Votam contra somente os professores Erasmo Garcia Mendes e Valter Colli, representantes dos ex-alunos e auxiliares de ensino. Todos os catedráticos votam a favor. A comissão é, deste modo, “legalizada”.

No segundo semestre de 1964, são instaurados os IPM (Inquéritos Policiais-Militares). Na FAU-USP ocorrem durante o período letivo nas salas de aula requisitadas para este fim. O professor…

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SOS SP: querem acabar com os “jardins” da cidade

SOS São Paulo. Projeto de Zoneamento urbanismo pragmatico e deletério!

Mílton Jung

Por Carlos Magno Gibrail

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Quatro por cento da cidade de São Paulo estão a perigo. As novas regras de ocupação do solo, se aprovadas, destruirão as características básicas dessa parte da cidade. São áreas com muito verde, silenciosas e habitadas por gente que prefere o sossego ao cortejo ininterrupto de tráfego. Não necessariamente pessoas ricas, pois temos regiões populares com estas benesses.

A preservação, dado o beneficio que estas ZERs – Zonas Exclusivamente Residenciais – trazem à cidade, deveria ser defendida e almejada por todos. Não o são. Estão sendo atacadas por gente que tem interesse em construir corredores comerciais. Em oposição, surgem manifestações por parte de cidadãos qualificados.

Regina Monteiro, arquiteta e urbanista, em artigo neste Blog, indagou por que o novo plano ao invés de propor aumento dos bairros jardim ameaça a qualidade de vida dos existentes, devido ao impacto que trará pela maior ocupação e circulação. E…

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Estatuto da Metrópole: o gargalo do financiamento

Sem financiamento a gestão metropolitana não sairá do lugar! O Estatuto vira declaração de intenções

ilustracao_luisakon_financiamento Ilustração: Luisa Kon.

Por Henrique Botelho Frota*

Com algumas exceções, a questão do planejamento metropolitano não esteve entre as prioridades da agenda da política urbana nacional das duas últimas décadas. Embora o projeto de lei que resultou no Estatuto da Metrópole (Lei 13.089) estivesse tramitando desde 2004, não se viam manifestações do movimento de reforma urbana, de governos ou de entidades técnicas reivindicando essa pauta. Por isso, sua sanção, em 12 de janeiro passado, causou certa surpresa.

Entretanto, superado o momento inicial, é preciso compreender que novos desafios e problemas essa legislação impõe. A elaboração dos chamados Planos de Desenvolvimento Urbano Integrado até janeiro de 2018, a organização de um arranjo institucional que viabilize a governança e a efetivação de instrumentos urbanísticos como a operação urbana consorciada interfederativa são exemplos de questões ainda nebulosas. E, certamente, a lista de problemas difíceis não estaria completa sem o tópico do financiamento.

Os…

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Por que o Minhocão pode ser fechado e não precisa de alternativa rodoviária?

Estudo da CET confirma que o minhocão pode ser retirado!

Diário da Mobilidade

“A natureza autoritária da via elevada, metaforizada no nome que homenageia” que o Leão Serva criticou tão precisamente em seu texto, caminha a passos largos para ser corrigida em São Paulo. Cedo ou tarde o Minhocão será fechado para o trânsito de veículos, num processo de humanização da cidade de São Paulo – que sim, é viável.

Após o Plano Diretor Estratégico de São Paulo, aprovado em Julho passado, prever a desativação gradativa do elevado, o Projeto de Lei 22/2015, de autoria do Vereador Police Neto pretende estender para o Sábado o fechamento da via, que já ocorre aos domingos desde 1996.

Apressadamente os opositores da ideia se posicionaram com argumentos a favor da importância da via para a circulação de veículos, levantando a ideia errônea de que seria necessária uma alternativa aos carros para se concluir o fechamento do Minhocão.

Esta ideia teve e ainda tem bastante apelo nas cidades…

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