Regulação para viabilizar HIS: o caso de São Paulo

Excelente artigo sobre as idas e vindas, avanços e recuos nas propostas de regulação de Habitação de Interesse Social na legislação urbanística de São Paulo

Esquema ilustrativo das aplicações da cota de solidariedade.

Por Paula Santoro*

Um dos desafios para o planejamento das cidades latino-americanas tem sido disponibilizar terra acessível para as famílias que compõem as necessidades habitacionais. O contexto capitalista neoliberal tornou a missão ainda mais difícil, pois transferiu a tarefa de fazer moradias ao mercado, cuja lógica de atuação está baseada na obtenção da valorização da terra e, consequentemente, da maior rentabilidade imobiliária.

Em contextos que não têm tradição de regular o desenvolvimento urbano, teme-se que os aspectos relativos à garantia dos interesses públicos venham a ser negligenciados frente à lógica de rentabilidade imposta pela transformação urbana de cunho neoliberal, que obedece mais fortemente ao valor de troca e valorização do solo urbano, e se distancia da lógica dos direitos na qual predomina o valor de uso e o acesso à terra, traduzidos de forma mais ampliada e complexa, pela garantia do direito…

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Projeto de país: o que aprender com a Coréia do Sul?

Boa reflexão sobre as lições do caso Sul Coreano

Brasil em 5

Por Lúcio Gregori

Arrisco continuar a questão de projeto de país e me lembro da Coréia do Sul. Independentemente de outras questões geopolíticas e sociais, imagine um país que após guerra interna, em 1953 tinha um PIB per capita inferior ao Sri-Lanka e atualmente tem um PIB per capita de US$42,4 mil, cerca do triplo do Brasil.

Enquanto isso fizemos acentuado retrocesso em certos setores industriais, basta lembrar que produzíamos material ferroviário em três indústrias, MAFERSA, COBRASMA e Fábrica Nacional de Vagões e hoje importamos trens de metro da…Coréia.

Além disso, desde nossa primeira indústria automobilística em 1959, não temos até hoje, praticamente, nenhum projeto de modelo efetivamente brasileiro ou indústria automotiva realmente nacional, enquanto a Coréia tem as indústrias KIA e Hyundai. Mais ainda, sua indústria configurou boa parte do desenho dos modelos contemporâneos, basta ver as lanternas traseiras e dianteiras que sofreram forte influência coreana.

Na área de…

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Iluminação económica

Hugo Lagido Blog

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Existem vários tipos de lâmpadas no mercado com propriedades, consumos e custos bem diferentes. A escolha de uma lâmpada de baixo consumo pode reduzir até 85% o consumo de electricidade para iluminação.

 

A lâmpada convencional, a incandescente, é barata e de elevado consumo energético. Em alternativa temos no mercado as lâmpadas florescentes compactas. Estas apresentam um custo inicial quase 10X superior, quando comparadas com as incandescentes, mas a sua durabilidade é também aproximadamente de 10X superior (na ordem das 10.000 horas), mas a grande vantagem é de facto o consumo energético, cerca de 80% menor.

 

Utilizando lâmpadas florescentes compactas, não só poupamos electricidade, como também poupamos o ambiente. A Quercus propõe o fim das lâmpadas incandescentes em 2011, esta medida já foi adoptada em países como Irlanda, Reino Unido, Itália e Austrália, tendo um forte impacto na redução de consumo de electricidade e emissão CO2 para a atmosfera.

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