A crise de abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo.

A situação da seca e da redução dos volumes dos reservatórios da Região Metropolitana de São Paulo vem se agravando. Parece mesmo que estamos num Titanic e todos estão atordoados sem saber por onde começar, enquanto o barco está afundando. Mas as iniciativas particulares da população estão crescendo mesmo sem muita orientação. Muitos condomínios estão furando poços de água subterrânea para se precaverem. Não há uma única solução coletiva, mas na verdade há muito o que fazer: reuso de efluentes de estação de tratamento de esgotos, captação de água de chuva em cisternas, e outras medidas para enfrentarmos a crise. Abaixo, segue uma entrevista interessante, publicada hoje na Folha de São Paulo, com a hidróloga americana Newsha Ajami, da agência de águas da costa oeste (Califórnia) criticando a falta de iniciativa governamental em medidas de curto prazo, tais como, a redução de perdas no sistema de distribuição de águas, despoluição e uso das águas do Tietê, entre outras medidas de curto prazo. Os novos sistemas de grande porte só entrarão em operação em 2018 (caso do São Lourenço) e agora, a reversão da represa do Jaguari para a represa do Atibainha, e não se sabe o que fazer para chegarmos até lá. Qual é o Plano de Contingência?

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/204594-medidas-de-curto-prazo-podem-ajudar-a-conter-crise-da-agua-em-sao-paulo.shtml

Segundo meu amigo e grande hidrologista aposentado da CETESB, Milo:

A única coisa que a NEWSHA não sabe é que na realidade temos duas redes de esgoto. Uma, a rede de esgoto propriamente dita e outra a das  galerias de águas pluviais. Quando a SABESP tentou limpar o Córrego do Sapateiro que alimenta o Lago do Ibirapuera não conseguiu. Em curto espaço de tempo, após a eliminação dos lançamentos clandestinos o córrego voltou a ficar poluído. Mesmo assim, acho uma boa idéia. As idéias dela (NEWSHA) tem muita lógica. A empregada de nossa casa não entende com toda a água da inundação da RMSP não pode ser aproveitada. Temos que ser criativos.Como não temos controle, melhor seria talvez que nosso sistema de tratamento de esgotos fosse do tipo Unitário e não Separador Absoluto. E quanto ao aproveitamento da Billings em larga escala? A água está boa o Rubens Monteiro de Abreu meu amigo, defende a tese de seu aproveitamento desde a época da prefeita Erundina, quando no concurso das águas por ela instituído ele foi premiado em segundo lugar. O único parâmetro que não atende hoje é o do teste  de toxicidade (Daphnia). Com tratamento avançado (veja o Report – Brief – FInal anexado) acredito que não teríamos problemas em utilizar a água da represa Billings.

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