São Paulo x Tokio: o planejamento do adensamento e da verticalização no entorno dos eixos de transportes!

Sobre a matéria da Raquel Rolnik publicada na FSP cujo link coloco abaixo
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/raquelrolnik/2014/07/1492070-toquio-e-a-forma-de-adensar-a-cidade.shtml

Pois é, só que não! No caso do novo Plano Diretor de São Paulo o adensamento e a verticalização propostos no entorno das estações do metro ocorrerão sem nenhum planejamento ou redeselvovimento, sem conexão com a capacidade de suporte do metro e ocorrerão por conta da iniciativa privada! Vamos ver como ficarão esses territórios!
A proposta do PDE que é o oposto do caso de Tokio, pois propõe-se o adensamento e a verticalização no entorno das estações de metro, VLT e ônibus, deixando toda a reurbanização e o redeselvolvimento para o mercado imobilíario desenvolver! Tudo isso sem avaliar a capacidade suporte do sistema de transporte. Segundo meu amigo Lucio Gregori: “A EMURB, que hoje mudou de nome, aonde fui Diretor de Planejamento, fazia em 1971 (!) o que Raquel Rolnik descobre em 2014 no Japão. Sob a presidência de Roberto Cerqueira César, fazia-se projetos de reurbanização em certas estações do metro, que era municipal. Assim foi Vergueiro , onde está o Centro Cultural, Jabaquara onde está o terminal do litoral e centro comercial, Conceição aonde acabou ficando o centro do Itau ( o que não era o projeto inicial, que previa habitações etc), Santana, que teve problemas politicos e judiciais, etc etc.
Aos 78, tudo fica mais chato e menos “novidade”.Como vi um texto outro dia, já não se fazem liberais como antigamente. Eu acrescentaria, e nem esquerdistas…”

Alias, li num comentário sobre a mat´ria publicada na Folha de São Paulo (em 06/08/2014) o seguinte argumento que parece com outro do mesmo teor que ouvi do relator como resposta à minha defesa da necessidade de elaboração de projetos urbanos e de avaliação de impactos ambientais a ser realizados pelo poder público no perímetro dos adensamentos propostos no entorno dos sistemas de transportes e que me desolou!: ” A autora manifestamente exaltou a alternativa japonesa de desenvolvimento urbano mediante à utilizaçao de uma empresa pública. No Brasil nao daria certo. Primordialmente porque a corrupçao infesta todos os niveis de administraçao e uma empresa pública que se apropria de valor imobiliario é um verdadeiro banquete para funcionarios públicos e secretarios municipais do momento ávidos para tirar proveito de um bem público em beneficio proprio”.
Ou seja, prefere-se entregar logo o planejamento urbano para a iniciativa privada em vez de controlar a corrupação na máquina pública. Falta mesmo uma visão pública nesse novo Plano Diretor!

Para mais detalhes sobre oi Plano Diretor Aprovado segue link para baixar todos os arquivos do PDE

 

http://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/aquivos-da-lei/

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