O Plano Diretor Estratégico fará as transformações profundas e a sustentabilidade ambiental que a cidade precisa?

A proposta do Plano Diretor insititui um novo de zoneamento (PL 688/2013), ao transformar todas as zonas de uso no miolo dos bairros com prédios limitados a 8 andares, para o CA máximo 2,0 e com aplicação de outorga onerosa, representando . 95 milhões de m2 de terrenos com CA de até 2 vezes a área dos lotes. Estabelece também um adensamento e verticalização de mais de 102 milhões de m2 de terrenos nos eixos de transporte e em ZEIS com CA de 4 vezes o aproveitamento da área dos terrenos, que equivalem a varias operações urbanas.
Mais uma vez, reitera-se a necessidade de se avaliar melhor os impactos ambientais dessa transformação, e que não seja retirado do cidadão o direito de se expressar sobre o que vai ocorrer no zoneamento de seu bairro e na respectiva Subprefeitura. 
O Projeto inclui as Zonas Especiais, destacadamente as Zonas de Interesse Social destinadas a enfrentar a questão da moradia e a urbanização dos territórios com ocupações subnormais, Os números de ZEIS apresentados atingem no total uma área de terrenos com 171,9 milhões de m2. O que demonstra ser um bom começo para a solução do problema da moradia, mas não a garantia de uma solução para superar o déficit habitacional de 250.000 moradias na cidade, segundo números do Plano de Habitação
A aprovação do Plano Diretor já, representa uma grande mudança de zoneamento e ao mesmo tempo uma grande operação urbana que deverá ocorrer na cidade!. Quais seus efeitos urbanísticos e ambientais? O objetivo da proposta é a aproximação da moradia como transporte público e a redução do uso dos veículos para o transporte individual. Mas, há transporte público suficiente para absorver essa mudança em todos os eixos de transporte propostos? Todas as vias que dão base física para essa transformação são em dimensões adequadas e em locais ambientalmente adequados? Vai haver reserva de áreas verdes e espaços públicos? Haverá cotas de solidariedade, equipamentos sociais e moradias populares distribuídas ao longo dos eixos para usufruir dessa transformação com quebra da segregação territorial da cidade? 
Uma opção conciliadora, com o objetivo de evoluir na discussão e inserir os avanços obtidos na discussão da revisão do Plano Diretor Estratégico, seria aprovar estas mudanças como diretrizes no Plano Diretor, mas não permitir sua aplicação automática, a qual só deveria ocorrer de fato com a revisão da atual lei de uso do solo 13.885/2004. Imagem

Assim, todos os eixos de transformação urbana são de fato, Áreas de Intervenção Urbana, que merecem uma aprovação paulatina e criteriosa. Nesse tempo trabalhar arduamente para reduzir essas incertezas com avaliações urbanísticas e ambientais mais profundas, e consultas aos cidadãos, em busca de uma cidade socialmente mais justa, democrática e sustentavel.
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